SOBRAL PINTO
É sempre lembrado o episódio dramático da vida de Sobral Pinto, quando, em 1942, teve de enfrentar o poderoso Tribunal de Segurança Nacional, como advogado do quitandeiro que fornecia seus artigos à residência do ministro Barros Barreto, presidente do mesmo Tribunal.
Tendo alguns setores das Forças Armadas, em 1955, tentado arredar de Juscelino Kubitschek o direito de candidatar-se à Presidência da República,Sobral Pinto, não obstante divergisse do candidato mineiro, fundou a Liga de Defesa da Legalidade, em defesa da manutenção dos princípios democráticos no país.
Eleito e empossado em 1956, Juscelino Kubitschek convidou o advogado Sobral Pinto para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal. A resposta de Sobral Pinto foi surpreendente: “Lamento, pesaroso, não poder aquiescer, como de seu desejo, ao honroso convite que formulou.
A posição cívica que assumi em defesa do regime democrático, instituído pela Constituição de 1946, no decurso da apaixonada campanha presidencial de 1955 e nos dias conturbados de novembro do mesmo ano, da qual resultou, à minha revelia, algum proveito para a candidatura de vossa excelência, à qual fui adverso, impede-me em sã consciência, de aceitar a alta dignidade com que, superior às sugestões subalternas do partidário estéril, pretendeu elevar, descabidamente, o meu modesto nome à alta consideração dos nossos concidadãos.” http://www.oabsp.org.br/institucional/grandes-causas/o-defensor-dos-direitos-humanos
Escrito por jbsouto às 19h07
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SOBRAL PINTO
Em janeiro de 1955, Sobral Pinto montou a Frente da Defesa da Legalidade, para defender o preceito de que era justo o direito de Juscelino Kubitschek de disputar a presidência da República. Enfrentou militares amigos, ganhou processos - e votou em branco.
Sem nunca ter conhecido pessoalmente o defensor, o presidente eleito resolveu afagá-lo com uma nomeação para o Supremo Tribunal Federal. Escreveu uma carta de convite, mandou preparar um avião da FAB, chamou José Carlos Lima e pediu que este a levasse pessoalmente ao destinatário, então convalescendo de uma operação numa fazenda em Barretos. O emissário entregou o envelope, aberto na sua frente. Viu lágrimas correrem, e se lembra das palavras que ouviu: "É uma provação de Deus, e espero ter forças para resistir. Sempre foi meu sonho de advogado e professor de Direito chegar ao Supremo. Mas não posso aceitar algo que vai parecer troca de favor. E não houve favor, mas apenas a defesa de um direito" por Jorge Caldeira
Escrito por jbsouto às 18h54
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"Gostaria de ficar na memória das pessoas pedindo que sejam mais brasileiras." Darcy Ribeiro.
Escrito por jbsouto às 18h43
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MELLO MOURÃO E OS CHIFRES
Quando Gerardo Mello Mourão ocupou a direção da Cofap no Ceará, sofreu campanha que o levou a sair do Estado, escondido, temendo violências contra sua integridade física. Tudo por conta do papel que exerceu, durante a guerra, quando foi, por isso, acusado na ditadura, de haver fornecido informações ao governo alemão que teriam possibilitado o afundamento de navios brasileiros, algo que nunca foi provado. Jáder de Carvalho, diretor do “Diário do Povo”, esteve à frente da luta pela demissão de Mourão do posto e seu afastamento da terra natal. Não escapou a uma vingança da vítima. Que usou de piada contra ele. Mourão mandou anunciar, nos classificados de “O Povo”, que na residência do jornalista, estavam comprando chifres, para confecção de pentes e botões, por preços muito acima dos de mercado. Jáder se desesperou quando viu chegarem à sua morada ,para gozação dos vizinhos, toda espécie de vendedores do produto, até um caminhão deles, a ponto de atirar para cima a fim de evitar novas ofertas e mais chifres à sua porta. E assustar os pressurosos vendedores. Lustosa da Costa (16/3/2007)
Escrito por jbsouto às 09h23
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CANÇÃO DO TAMOIO
Gonçalves Dias I Não chores, meu filho; Não chores, que a vida É luta renhida: Viver é lutar. A vida é combate, Que os fracos abate, Que os fortes, os bravos Só pode exaltar. II Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte; Só teme fugir; No arco que entesa Tem certa uma presa, Quer seja tapuia, Condor ou tapir. III O forte, o cobarde Seus feitos inveja De o ver na peleja Garboso e feroz; E os tímidos velhos Nos graves concelhos, Curvadas as frontes, Escutam-lhe a voz! IV Domina, se vive; Se morre, descansa Dos seus na lembrança, Na voz do porvir. Não cures da vida! Sê bravo, sê forte! Não fujas da morte, Que a morte há de vir! V E pois que és meu filho, Meus brios reveste; Tamoio nasceste, Valente serás. Sê duro guerreiro, Robusto, fragueiro, Brasão dos tamoios Na guerra e na paz. VI Teu grito de guerra Retumbe aos ouvidos D'imigos transidos Por vil comoção; E tremam d'ouvi-lo Pior que o sibilo Das setas ligeiras, Pior que o trovão. VII E a mão nessas tabas, Querendo calados Os filhos criados Na lei do terror; Teu nome lhes diga, Que a gente inimiga Talvez não escute Sem pranto, sem dor! VIII Porém se a fortuna, Traindo teus passos, Te arroja nos laços Do inimigo falaz! Na última hora Teus feitos memora, Tranqüilo nos gestos, Impávido, audaz. IX E cai como o tronco Do raio tocado, Partido, rojado Por larga extensão; Assim morre o forte! No passo da morte Triunfa, conquista Mais alto brasão. X As armas ensaia, Penetra na vida: Pesada ou querida, Viver é lutar. Se o duro combate Os fracos abate, Aos fortes, aos bravos, Só pode exaltar. Fonte: www.secrel.com.br
Escrito por jbsouto às 08h56
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A INVERDADE DO DIA NA SAÚDE
13:17, 19/01/2012 PAULO MOREIRA LEITE POLÍTICA, ECONOMIA TAGS: SAÚDE A noticia do dia é que o brasileiro gasta mais com saúde do que o governo. Falso. Os dados do IBGE informam que se o Estado tem um dispêndio de R$ 645,27 por pessoa, as famílias gastam R$ 835,65 com cada um de seus membros. Cada centavo que o brasileiro gasta com saúde pode ser deduzido do imposto de renda. Isso vale para plano de saúde, consulta fora do convenio e até remédios. A condição é ter comprovantes para incluir na declaração. Isso quer dizer o seguinte: você gasta hoje e deduz a despesa a amanhã. Quanto mais você gasta, mais diminui seu imposto. Se você ficar internado num hospital cinco estrelas de São Paulo, assina a cheque na hora de ir embora e deduz na próxima declaração de renda. Idem para o médico fora do convenio que cobra R$ 900 por consulta. É um sistema que beneficia quem tem mais e pode pagar na frente. Também prejudica aqueles assalariados que vivem na informalidade e não têm como justificar rendimentos. A turma de cima que vive no Caixa 2 também não pode abater o que nunca paga mas dessa gente não é preciso sentir pena. Outra distorção: você paga o médico privado e deduz a receita no IR. Mas sua cirurgia — quando grave e complicada — é feita pelo SUS. Resultado: você deduz o plano no IR e ainda recebe o serviço do Estado. Na pura contabilidade, é como se tivesse recebido dinheiro para ser operado. Quem paga a conta? O Estado brasileiro, que fica sem recursos para investir em escolas, em infraestrutura e na própria saúde pública. Isso quer dizer que o dinheiro que falta no posto de saúde do seu bairro pode ter voltado, antes, para o bolso de quem ficou internado num hospital muitas estrelas. (Atualizado às 17h36)
Escrito por jbsouto às 22h57
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CHEIRO DE HIPOCRISIA
Há que se tomar muito cuidado com as falsas delicadezas. Podem virar verdadeiras grosserias. Ou você é absolutamente oportuno nas suas manifestações de polidez ou passa recibo de insensibilidade e grosseria. Em caso de dúvidas, deixa passar em branco. Eu não espero que meu banco se lembre do meu aniversário, nem exijo do meu supermercado qualquer alegria pela data. O que me enche o saco é receber um cartão criado pelo computador me chamando familiarmente de Luiz, nome que nem lá em casa quando eu era criança sabiam que era meu. Chamar-me de Luiz dá a exata dimensão de como não existe nenhuma relação cordial entre eu e quem mandou a mensagem. Um conhecido, após uma temporada no hospital, mandou um cartão impresso agradecendo a quem o visitou. Impresso! Era preferível ter deixado para lá. Cartão impresso para agradecer visita, no fundo no fundo é não agradecer. “Você foi por obrigação, eu agradeço por obrigação”. Todo aniversário tem alguns computadores que me cumprimentam. A eles eu mando o meu computador responder, com um lugar-comum ainda pior: “obrigado pelo carinho”. Pouca gente se dá conta da ironia. Eventualmente porque pouca gente também lê as baboseiras que meu computador escreve. “Obrigado pelo carinho” é um modismo surgido recentemente e serve para tudo, até mesmo para responder cartas de cobrança ou convites para inauguração de banco em cidade do interior. Formas de tratamento burocráticas e superficiais normalmente causam efeito contrário ao esperado. Cheiram à hipocrisia protocolar. Outro dia um amigo elaborou longo e-mail para um fornecedor reclamando do atendimento que recebeu. Claro que ele esperava causar a mais viva repercussão na diretoria, uma vez que tinham feito com ele uma verdadeira coleção de cagadas. Foram muitas linhas narrando uma verdadeira epopeia de sandices, omissões, incompetências e até mesmo alguma desonestidade. Em minutos chegou a resposta, evidentemente pré-fabricada, que o deixou ainda mais puto. Dizia: “a empresa tal agradece sua atenção e está encaminhando suas sugestões para o departamento competente”. Seria muito melhor que a resposta fosse mais simples: “Vá à merda”. É por essas e outras que estou me deliciando cada vez que recebo por parte das pessoas um gesto de genuíno carinho e atenção, ainda que completamente fora dos padrões de treinamento. Por exemplo, outro dia eu estava num hotel cinco estrelas de uma cidade do Nordeste e precisei levantar de madrugada para pegar o avião para o Rio. Chamei a telefonista e lhe disse: “Por favor, me acorde às quatro e meia da manhã”. Depois de uns segundos em silêncio uma voz com sotaque nitidamente nordestino perguntou: “Virge! Pra quê?” Quase chorei de emoção. Não está em nenhum manual de hotelaria, mas foi uma genuína demonstração de cortesia e solidariedade. Claro que tive o cuidado de explicar a razão de tamanho despautério, até porque temi que se não houvesse uma boa causa ela não faria a maldade de me acordar. Lula Vieira
Escrito por jbsouto às 18h54
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“Instrui-vos, porque precisamos de vossa inteligência. Agitai-vos, porque precisamos de vosso entusiasmo. Organizai-vos, porque carecemos de toda vossa força.” Revista Lórdine Nuovo
Escrito por jbsouto às 07h37
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"Poucos entendem o SUS como um dos maiores exercícios de cidadania vividos nesse país." Paulo Lotufo
Escrito por jbsouto às 23h27
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SUS
Postado em 2012-01-07 por Dèjá Vu - Por Milton Marques SUS Já disse mais de uma vez que o SUS - Sistema Único de Saúde - só não foi substituído ainda porque habilmente seus idealizadores o colocaram na Constituição Brasileira. Agora fica quase impossível alterar qualquer dos seus artigos, e pela enorme dificuldade é preferível ficar confundindo a todos enquanto o povo vai se conformando. O modelo SUS não existe em qualquer parte do mundo, só no Brasil, é um misto, espécie de montagem feita com pedaços recolhidos por práticas socialistas, parte inspirada na metodologia médica de Cuba e parte absorvida de países ultradesenvolvidos em saúde, como é o caso do Canadá, Reino Unido, uma parte da França e Espanha que têm, sim, sistemas universais, mas completamente diferentes dessa confusão brasileira. Claro que algo copiado teoricamente por tão dispares fontes teria que dar no que está dando.
Confuso propositalmente Digo confuso, a começar por quem é o responsável pela execução do sistema: o Ministério Público, a imprensa ou mesmo um cidadão comum pode tentar saber quem é o responsável pela assistência e ninguém descobrirá. Cada instância pública empurra a falha para a outra, e no final alguém morre por falta de atendimento.
Um só exemplo Vejamos: uma mulher parturiente precisa de uma maternidade. O serviço não funciona. Mas a direção não é a responsável por que diz estar sem receber o pagamento pelos conveniados, ou seja, da prefeitura. A prefeitura também não é a responsável porque diz apenas repassar os valores que vêm do Estado e do MS, logo se o Estado e o MS atrasam, ela, a prefeitura, se exime da culpa. O Estado acossado diz que apenas cumpre ordens, quem na realidade determina o valor dos procedimentos e processa todo o controle financeiro, inclusive repasse diretamente na conta do profissional, é o Ministério da Saúde em Brasília. Ele apenas intermedeia na execução e na sua contribuição pecuniária de acordo com o convênio, mas as diretrizes desde a fixação de valores por procedimentos profissionais até a distribuição de vacinas e alguns medicamentos repassados aos doentes é responsabilidade do Governo Federal. Algum repórter, promotor público ou qualquer pessoa que quiser saber como tudo isso é gerido em Brasília fica louco e não sabe.
Em Brasília Lá existem dezenas de departamentos independentes, são dois prédios enormes entupidos de direções, coordenações, divisões, competências difusas, em que precisa o interessado ser bom para identificar a quem se dirigir. Quando se fala com o responsável em Brasília, ele logo diz depender de outra instância acima e numa cadeia terminar chegando numa comissão. Aí nasce a Comissão Tripartite, que se reúne em Brasília com os secretários estaduais, que, por sinal, depende de uma Bipartite, essa fica nos Estados, que escuta as decisões dos municípios e dos Conselhos Municipais de Saúde, passa por muitos órgãos técnicos informatizados e no final volta a responsabilidade para os municípios. Isto é, fecha-se o ciclo. O pesquisador entra em depressão e não descobre quem é o responsável pelo serviço que não está sendo prestado.
Em casa No caso da Maternidade Almeida Castro, em Mossoró, por exemplo, alguém é capaz de dizer quem deve ser punido pelo fato das mulheres grávidas estarem morrendo sem assistência ou tendo que ir para outro Estado? E olha que estamos em um município que teve a sorte de ser administrado por 12 anos por uma comprometida prefeita médica e por mais oito por uma excelente enfermeira. É um dos melhores municípios do Brasil em termo de SUS. Parabéns aos nossos gestores. O sistema é que não é bom mesmo.
Apenas uma faceta do SUS A verdade é que o SUS se mantém, se sai bem perante o Ministério Público e o Judiciário pela indefinição e falta de identificação gerencial. Se assemelha a um crime bem feito em que, como não se identifica e se prova o culpado, não há quem punir. Isso para o sistema é maravilhoso. Duvido acontecer na saúde o que aconteceu no DNIT - RN, por exemplo. Quantos ministros estão caindo no atual governo da Dilma. Duvido cair por improbidade um gestor qualquer do setor saúde. Os pobres dos promotores públicos, os juízes endoidam e não entendem.
Pobre imprensa A impressa, dá pena, prefere ficar no fato isolado, na superfície, no sentimento, na improvisação. Não entende e quando busca entender, se frustra. Imagine a imprensa, que poderia ser uma grande defensora dos bons serviços públicos, passa longe do processo, por total desconhecimento da engenhoca implantada propositalmente para ser assim. Essa é apenas uma faceta do SUS. Há muito mais.
Escrito por jbsouto às 22h51
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Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário. Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas. Se achar que precisa voltar, volte! Se perceber que precisa seguir, siga! Se estiver tudo errado, comece novamente. Se estiver tudo certo, continue. Se sentir saudades, mate-a. Se perder um amor, não se perca! Se o achar, segure-o! Fernando Pessoa
Escrito por jbsouto às 21h57
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DESINFORMAÇÃO
Vivemos na idade da informação. Nunca foi tão fácil a tantas pessoas estarem tão bem informadas acerca de tantos assuntos. Óptimo. O pior é aceitarmos acriticamente que a informação é sempre boa, útil e formativa. A verdade é que nunca houve tantas bestas bem informadas. É muito mais fácil uma pessoa informar-se sobre um assunto do que pensar acerca dele. A partir de certa altura, um excesso de informação pode prejudicar a compreensão de dado acontecimento. Hoje, muitas pessoas informam-se em vez de tentar compreender. É a mulher que sabe tudo acerca dos filmes em cartaz, mas não viu nenhum. É o homem que segue cada passo dos acontecimentos na Roménia sem parar para tentar compreender o que se passa. É o jurista que conhece toda a legislação mas é incapaz de ter uma discussão sobre conceitos de justiça. A informação pode ser brutal ao ponto de prejudicar a comunicação. As notícias, em vez de serem pontos de partida, tornam-se em fins. As pessoas, em vez de discutirem eventos e significados, partilham conhecimentos. Em vez de produzirem argumentos, reproduzem factos. Através da mera partilha de informação cria-se assim uma comunidade artificial. Não há expressão mais mentirosa do que ‘comunicação social’. Que comunicação existe? Apenas se comunica a – não se comunica com. Isto é, não se comunica. Informa-se. O mal está no facto de não haver reciprocidade. Claro que os chamados meios de comunicação social não ouvem o público a que se dirigem. O velho lugar-comum do ‘diálogo com o leitor’ é uma treta em que ninguém acredita. O mal é que a indiferença com que se distingue quantidade e qualidade de informação torna cada vez mais difícil ao cidadão médio ter opiniões pessoais acerca do que o rodeia. Há qualquer coisa de arrogante e insuportável no acto de ‘informar’, tal qual ele se concebe modernamente, cheio de gráficos, sondagens, esquemas e painéis equilibrados. Há uma pretensão de definição e cobertura que, além de ridícula, parece violenta, por não admitir discussão. A discussão já surge ‘feita’. O leitor limita-se a escolher uma das posições. Esta revista vai ser mais comunicativa do que informativa. O nosso objectivo não é sermos respeitados, compreendidos, seguidos, ou representados ou definitivos – é sermos lidos” (in K, nº 01, outubro de 1990). fONTE:http://www.dicta.com.br/categorias/do-lado-de-la/
Escrito por jbsouto às 13h17
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“Julgo que Deus nos expôs, a nós, apóstolos, em último lugar, como condenados à morte: fomos dados em espetáculo ao mundo, aos anjos e aos homens. Somos loucos por causa de Cristo, vós, porém, sois prudentes em Cristo; somos fracos, vós, porém sois fortes; vós sois bem considerados, nós, porém, somos desprezados. Até o momento presente ainda sofremos fome, sede e nudez; somos maltratados, não temos morada certa e fatigamo-nos trabalhando com as próprias mãos. Somos amaldiçoados, e bendizemos; somos perseguidos, e suportamos; somos caluniados, e consolamos. Até o presente somos considerados como o lixo do mundo, a escória do universo”. (1 Coríntios 4:9-13 )
Escrito por jbsouto às 10h16
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“A televisão era útil para o ignorante, porque selecionava a informação de que ele poderia precisar, ainda que informação idiota. A internet é perigosa para o ignorante porque não filtra nada para ele. Ela só é boa para quem já conhece – e sabe onde está o conhecimento. A longo prazo, o resultado pedagógico será dramático. Veremos multidões de ignorantes usando a internet para as mais variadas bobagens: jogos, bate-papos e busca de notícias irrelevantes”, afirma o autor de “O nome da Rosa”. Humberto Eco
Escrito por jbsouto às 09h55
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DRIBLE NAS CRISES
Marcos Coimbra O ano de 2011 foi bom para o governo. Mas poderia ter sido melhor. Para a oposição, trouxe principalmente más notícias.  Ministros em queda e cena europeia exigem esforço extra de Dilma Rousseff para manter o prumo. Foto: Nikolay Doychinov/AFP Quando começou o ano, o maior desafio que Dilma Rousseff tinha pela frente era assumir o lugar de Lula e não deixar que a maioria da população, que o aprovava enfaticamente, sentisse saudade. Ficasse com a sensação de haver perdido algo que prezava. Isso, ela conseguiu e não foi um feito desprezível. Se Lula tivesse terminado o mandato com perto de 90% de aprovação popular “apenas” pelas realizações objetivas de sua administração, a tarefa de Dilma já seria grande. Mas ele era também um presidente querido. O País sentia por ele afeição, seja pela história de vida, seja por sua capacidade de estabelecer uma comunicação calorosa com o cidadão comum. Para qualquer político, por mais experiente e habilidoso que fosse, seria um problema suceder alguém como Lula. Imagine-se para ela. No exterior, Dilma é considerada uma importante liderança, que assumiu com naturalidade o papel de porta-voz de um Brasil com mais protagonismo. Dentro do País, seu trabalho à frente da Presidência é aprovado por cerca de 80% dos brasileiros. Quatro em cada cinco estão satisfeitos com o que ela faz. Os que reprovam o governo representam algo perto de 10%, um cidadão em cada dez. Dilma chega ao fim de 2011 com muito que comemorar. Resistiu ao desgaste de uma série de problemas que começaram em junho, com a demissão do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, e continuaram durante todo o segundo semestre. Seis ministros acabaram substituídos, quase todos por suspeita de irregularidades, algumas graves, outras menores. Em nenhum episódio foi vista como conivente ou tolerante. Atravessou-os como a maior interessada no seu esclarecimento, como quem queria aproveitar cada um para aprofundar a “faxina” na administração federal.
Escrito por jbsouto às 09h40
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